É muita coisa que poderia lindamente
ser irrelevante
Como
a gastrite que inflama meu estômago e me sufoca de vez em quando. Um monte
informações inúteis mas que faço questão de saber, acontecimentos corriqueiros
que chegam como um leve caminhão cheio de pedras que vem de encontro a mim.
Minhas variações de humor, opinião, valores e outras coisas loucas. Tudo parece
tão grande quando deveria ser tão pequeno, o que era para ter a devida
importância quase não existe. Um desequilíbrio total.
São
tantas vivências estranhas, a petulância de achar que sei o que se passa na
mente alheia. Sei onde quero ir, onde devo ir, onde penso que estou indo. Mas
por mais que tente, continuo estagnado.
Procuro
pensar no que já fiz, concluo que o meus feitos e nada são o mesmo. Meu amor
pela reclamação só aumenta a cada dia. Perguntam-me se a criança que fui um dia
aprovaria quem sou hoje. Fica difícil, as várias crianças que já fui e sou
teriam/têm opiniões bem distintas.
Novas
metas substituindo as frustrações anteriores. Mas também tenho novos
pensamentos e percepções muito interessantes, coisas que vieram com algumas
farpas mas esclareceram muitas dúvidas(de muitíssimas). Minha contradição
contínua fica bem mais visível com o tempo, não sei se isso ajuda com que me
conheçam melhor ou confundam-se ainda mais.
Acho
que preciso urgentemente de umas coisas alí, mas dá tanto trabalho. Não depende
só de mim, mal me dou bem comigo mesmo. Imagina com os outros?! Também preciso
de emoção, escrever poesia e um pouco de bebedeira com meus amigos.
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